Classificação dos filmes

04 de maio, sexta-feira — 11h30-13h

 

Mesa redonda sobre a classificação dos filmes

Além de sua popularidade, a força e o poder das suas imagens sobre a mente logo designarão o cinema como um alvo privilegiado da censura. As limitações vinculadas a ela certamente contribuirão para reforçar a inventividade dos diretores, com objetivo de passar ideias pelos censores. Os trens de Viridiana de Buñuel ou de Pacto sinistro de Hitchcock  são exemplos bem conhecidos, para focar só na problemática da sugestão do sexo. Num movimento contrário, a censura pode também suscitar provocações explícitas (mais uma vez Buñuel com a Idade de ouro, ou Themroc, de Claude Faraldo, para ficar na temática de maio de 1968), mostrando que o cinema não foi uma vítima passiva, pelo contrário, reagiu e devolveu os golpes para conseguir evoluções sociais.

Essa palestra não ficará focada em uma estética historiográfica do cinema, mas sim na evolução da “censura” em “classificação indicativa”, transformando ao mesmo tempo sua função primária de limitar a liberdade para proteger os espectadores mais fracos (principalmente as crianças). O Brasil bem como a França conhecerão a mesma evolução, através de caminhos diferentes.

A discussão será orientada pela evolução das diretrizes da classificação e pelo modo de administrá-la, com exemplos e casos concretos, em ambos os países.

Em complemento a essa palestra, uma programação de filmes que marcaram diferentes etapas na historia da classificação francesa será apresentada por Pierre Chaintreuil no Cinemaison, na segunda-feira, dia 7 de abril (programação:  www.facebook.com/cinemaison).

 

Sobre os palestrantes:

Capture

Eduardo de Araújo Nepomuceno é Doutor em Nutrição Humana e Fisiologia pela Universidad de Granada, Espanha, concluído em 2006, e também é graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como Analista Técnico Administrativo do Ministério da Justiça desde 2010 e como Chefe de Serviço e Coordenador da Política de Classificação Indicativa Substituto.

 

Photo Chaintreuil.jpg

Pierre Chaintreuil é diretor do departamento de cinema do CNC (Centro Nacional de Cinema e de Imagens de Animação, na França). Inicialmente formado em direito, cotinuou seus estudos no Conservatório livre de cinema francês e entrou para o CNC em 1990 como adjunto ao secretário da Comissão de classificação de obras cinematográficas, que atua diretamente junto ao ministro de cultura. Em 1998, assim que foi criado o serviço de vistos e classificação, Chaintreuil tornou-se chefe do departamento.

 

 

Sobre o moderador:

RF.jpeg

Crítico de cinema titular do blog P de Pop do jornal O Estado de S. Paulo e colunista do site OMELETE, Rodrigo Fonseca é roteirista da TV GLOBO, em projetos de ficção, e lá participa como mediador em eventos de desenvolvimento artístico, como mediador. Lá, foi redator do programa « Encontro com Fátima Bernardes » e analista de dramaturgia na emissora. Escreve ainda para o site « Almanaque Virtual – UOL », no Brasil, e para a revista portuguesa « Metrópolis », onde é o correspondente para assuntos latino-americanos desde 2013. Cobriu festivais internacionais como os de Cannes, Berlim e Doha, no Qatar. Foi o curador do Cine PE – Festival de Cinema de Pernambuco em 2015 e 16. É o redator do programa Cone Sul do Canal Brasil. É Professor de História do Cinema Brasileiro na Escola Darcy Ribeiro desde 2013 e leciona ainda no Filmworks da Academia Internacional do Cinema (AIC), na filial RJ. Foi jurado do Festival My French Film Festival da Unifrance em 2012. É autor dos livros de ensaio/ reportagem « Meu compadre cinema – Sonhos, saudades e sucessos de Nelson Pereira dos Santos » (2005) e « Cinco mais cinco – Os melhores filmes em bilheteria e crítica » (2007), com Carlos Diegues e Luiz Carlos Merten. Publicou ainda o romance « Como era triste a chinesa de Godard » (2011). Tem artigos assinados nos livros « Brazil Now – A celebration of contemporary brazilian culture » (2014) e « Apichatpong Weerasethakul » (2014). Como dramaturgo, teve dois textos encenados: esquetes de « Anticomtemporâneo » (2008) e « Encontros impossíveis » (2013), este último encenado em Nova York em 2016. Trabalhou como ator nos filmes « Angústia », « Flerte », « Paixão & Virtude », « Deuses e titãs », « Zan » e « Paredes brancas ».  Ministra palestras e media debates no Cine Joia – RJ.

 

 

Sobre o coordenador da sessão:

photo Raphaël

Raphaël Ceriez é Adido do setor de audiovisual junto à Embaixada da França no Brasil desde 2016. Graduado pela École Centrale e pela Sciences Po, foi Adido científico no Rio de Janeiro em 2000/2001. Em seguida foi trabalhar no CNC (Centro Nacional de Cinema e de Imagens de Animação, na França), na direção financeira onde desenvolveu mecanismos de financiamento, antes de tornar-se chefe do serviço de controle das receitas, no setor de cinema.

Publicités
%d blogueurs aiment cette page :
search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close